terça-feira , 25 janeiro 2022
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Ex-sócio da Empresa DASA, Orlando Schiochet, é interditado pelos próprios filhos em ação contraditória no Estado do Amazonas.

O ex-sócio da Empresa DASA (Destilaria de Álcool de Serra dos Aimorés), o empresário Orlando Schiochet, foi interditado judicialmente por uma sentença expedida pelo Juízo da 4ª Vara de Família de Manaus, capital do Amazonas.

Na decisão, o juiz Luiz Cláudio Chaves, contrariando parecer inicial do Ministério Público Estadual, interditou o empresário por Prodigalidade. Orlando Schiochet, é empresário do ramo de usinas e fazendas no Estado do Mato Grosso, mas nos últimos anos expandiu os negócios para Minas Gerais, especialmente a Usina Dasa, entrando como sócio, deixando os filhos gerindo os negócios relacionados à empresa.

Consta nos autos do processo de interdição, logo na inicial, pedido do Ministério Público, que o interditando fosse submetido a uma avaliação biopsicossocial, composta por uma junta médica multiprofissional, condição precípua da ação.

Segundo informações, o juiz ignorou os trâmites legais que diz respeito ao processo de interdição e ele mesmo fez uma avaliação por conta própria, do ponto de vista judicial, deixando de lado o que rege a legislação pátria e pelo seu livre convencimento aplicou a lei a bel prazer. Assim, o juiz atendendo pedido dos filhos do empresário Orlando, o interditou judicialmente, nomeando como curadores os filhos dele D’Orli Santos Schiochet e Djarnelea Santos Schiochet.

A decisão tramitou em tempo recorde, com duração de apenas 06 meses e a polêmica se instou, porque foi a última coisa que o juiz fez antes de se transferir para a Vara da Infância e da Adolescência de Manaus. O que causou mais estranheza foi o fato de o juiz não observar que um dos curadores nomeados por ele, D’Orli, responde juntamente com outros dois irmãos a um processo de número 0029140-52.2015.8.13.0443, que tramita em segredo de justiça na 2ª Vara Cível da Comarca de Nanuque, onde são acusados pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, de participarem de um esquema da “Máfia do combustível”.

Vale lembrar que D’Orli foi vice-presidente e depois presidente da Dasa, numa gestão conturbada, que empurrou a Usina para o fundo do poço, resultando numa má administração que levou a usina à derrocada, ao descrédito, à ruína, acumulando dívidas trabalhistas, atrasos no pagamento de impostos, descumprimento de contratos, fraude na comercialização de combustível, utilizando uma empresa de fachada D2S e levantamentos de empréstimos suspeitos para investimentos de crescimento no setor.

A gestão da Dasa com os novos sócios foi marcada pela ingerência, sendo considerada desastrosa e danosa para a própria sobrevivência e para a sobrevivência da economia da região, que dependia da geração de empregos. Os sócios recebiam salários astronômicos, sem nenhuma formação profissional que justificasse tamanha façanha.

Segundo relatos, cada sócio recebia 50 salários mínimos mensais, incompatíveis com a realidade financeira da usina, levando a empresa a um colapso, um caos que provocou o seu fechamento por um longo período de tempo, desempregando milhares de trabalhadores, fato incompreensível para todos, pois, o orgulho do povo da região de Nanuque, Serra dos Aimorés e adjacências era ser funcionário da Dasa, empresa que era consolidada no mercado usineiro e que tinha como política severa de honrar com os compromissos selados.

A interdição do empresário Orlando Schiochet está gerando uma discussão jurídica e uma grande celeuma no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, quiçá em outros Tribunais da Federação. A decisão do juiz Luiz Cláudio Chaves é considerada esdrúxula e questionável, ameaça para a segurança jurídica hodierna.

O empresário Orlando Schiochet impetrou um remédio jurídico chamado de embargos de declaração, que ainda não foram julgados pela 4ª Vara da Família de Manaus. Além disso, os advogados de defesa de Orlando formalizou uma reclamação no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em face do juiz Luiz Cláudio pelo seu desatino e solicitará à Polícia Federal do Amazonas que instaure um inquérito policial para apurar possíveis desvios de movimentações financeiras milionárias e estratosféricas, feitas pelos filhos no curso da ação de interdição. Ele suspeita que seus herdeiros tenham desviado vultuosas somas de dinheiro para comprar carros luxuosos e iates.

 

Fonte: Roteiro de Notícias

 

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